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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Resenha: A Menina que Colecionava Borboletas


Nome de Publicação: A Menina que Colecionava Borboletas
Autora: Bruna Vieira
ISBN: 9788582351222
N° de Páginas: 152
Edição:
Editora: Gutenberg

Sobre a Autora: Não sei como ou quando ouvi falar da Bruna. Talvez por estar sempre na internet, acabei me deparando com ela. Bruna tem 20 anos e saiu do interior de Minas ( <3 ) aos 17,  para se mudar para São Paulo e lá construiu uma carreira muito bem sucedida. É colunista de revista, e esse já é seu terceiro livro publicado.

Sinopse: Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí.

Marca Páginas: 

Esse é antigo, não lembro onde peguei, e nem sabia que o Pequeno Nicolau tinha livro. Foi bom saber. 










Período de Leitura: Primeiro livro de 2015, e agora anotei os dias, pra não esquecer. Comecei a ler no dia 1°, daí tive dias mega ocupados em que não li nada. Voltei no dia 5 e terminei nesse dia mesmo. O tempo total de leitura acredito eu que foi em torno de uma hora e meia.

Resenha: Bruna tem um romance e um livro de crônicas publicados, sendo esse seu terceiro livro, segundo de crônicas. Nunca tinha lido nada dela, mas sempre tive curiosidade. E a capa me comprou de vez, com ilustração bacana e borboletas azuis. Sim, eu julgo livros pelas capas, mas às vezes isso é bom.

As crônicas do livro tratam de tudo um pouco, mas o principal foco são nos relacionamentos amorosos. Bruna escreve tão bem, porém, que mesmo assuntos nos quais geralmente não me interesso, como esse, passaram despercebidos , ante ao jeito que ela lida com as palavras. São coisas que eu noto muito facilmente, o jogo de palavras e a construção das frases, e Bruna sabe brincar com isso muito bem. 

O relato é bem pessoal e, mesmo sem nunca ter lido nada sobre a autora, foi como se já a conhecesse muito bem depois da leitura. Vibrei com o fato dela ter hipermetropia (e calma, não é porque sou má. É porque todo mundo tem miopia, daí achei super "legal" o fato de uma autora ter o mesmo defeito que eu na visão. Tirando minha mãe, não conhecia mais ninguém no mundo) e adorei quando ela mostrou seu lado mineira, assim como seu lado "estrangeira", numa cidade com costumes tão diferentes dos seus.

Parei de ler esse livro no dia primeiro porque fui inspirada e fui logo escrever algumas coisas. Outra coisa que adorei foram as ilustrações, muito fofinhas. E um encarte de páginas com material diferente foi de se apaixonar de vez. 

Bruna escreve muito bem e a leitura voa. A qualidade gráfica do livro é impecável. Só não dou 5 livrinhos porque senti falta de uma variedade maior de temas.
Boas leituras ilustradas,

Dani




Desafio de Leitura 2015: 
Com esse livro cumpri - * Um livro escrito por uma mulher;
                                       * Um livro de histórias curtas;
                                       * Um livro de não-ficção;







quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Resenha: Astronauta Singularidade


Nome de Publicação: Astronauta Singularidade
Autor: Danilo Beyruth
ISBN: 9788583680871
N° de Páginas: 80
Edição:
Editora: Panini Books

Sobre o Autor: Danilo Beyruth

Sinopse: Em Singularidade, o Astronauta investiga um buraco negro, mas o que era uma missão científica se torna uma aventura muito perigosa. E, desta vez, ele não está sozinho em sua nave! Depois de Magnetar, Danilo Beyruth continua sua releitura do herói espacial de Mauricio de Sousa.

Marca Páginas: Não usei.

Período de Leitura: cerca de 30 minutos.

Resenha: A premissa de Singularidade já me atraiu logo do começo. Acho buracos negros tão misteriosos que acabam sendo muito interessantes. E adoro como o termo Singularidade é utilizado para definir algo tão "palpável", tão concreto (sei que a palavra não foi criada para o livro, mas já existe no meio científico mesmo, adoro analisar palavras). 

Os quadrinhos são uma obra de arte em si. Você poderia até ignorar todos os diálogos, e ficar maravilhado só de ver os traços de Beyruth, as cores do Peter. Magnetar já havia sido um trabalho bonito, mas Singularidade definitivamente mostrou o melhor trabalho da dupla.

A trama de Singularidade falha em pontos importantes. Por exemplo, a Doutora, chamada de Doutora, me empolgou muito pela semelhança com Doctor Who (ainda que a intenção seja apenas a de manter a linha de nomes das histórias do Astronauta - Astronauta Pereira). A personagem, porém, apesar de ter um papel bacana no começo, some ao longo do roteiro. Vira apenas mais uma mocinha apaixonada pelo galã. Ritinha era a paixão de Astronauta, e ela cansou de esperar por ele. Não condeno o romance entre a Doutora e o Astronauta, mas acho que Beyruth simplesmente desperdiçou uma personagem que poderia ter sido bem mais que a menina apaixonada que tem que ser resgatada pelo personagem principal. Nem todas as personagens femininas precisam disso, mas ela tinha um potencial enorme e sinto que isso não foi aproveitado.

Outro ponto que achei meio fraco foi o vilão. Gostei muito de ter um vilão, mas ficou claro desde o princípio do livro quem ele era, e ele agiu conforme aquilo que esperávamos. Talvez possa ser uma surpresa se a HQ for traduzida para o inglês, mas não é nada do que não esperaríamos no Brasil. As discussões entre os dois personagens foi bem bacana, porém. Dá para aprender bastante.

Por outro lado, acho que Danilo acertou, e muito, ao resgatar mais a essência do Astronauta do Maurício de Sousa. Aquilo de que senti falta em Magnetar estava nessa história. E isso foi muito bacana de ver. 

Outro ponto muito positivo foi o começo da trama, em que o Astronauta está sendo avaliado desde o retorno de sua última aventura. Ele está traumatizado, mas simplesmente não pertence à Terra. Para ser ele mesmo, precisa ir ao espaço. Para se recuperar de fato, precisa voltar a explorar o universo. 

O roteiro desse livro é melhor que de seu antecessor, assim como o trabalho gráfico. Mas a trama falhou em pontos muito importantes para mim.

Boas leituras singulares,

Dani



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Resenha: Astronauta Magnetar


Nome de Publicação: Astronauta Magnetar
Autor: Danilo Beyruth
ISBN: 9788565484411
N° de Páginas: 80
Edição:
Editora: Panini Books

Sobre o Autor: Não conhecia Danilo Beyruth, mas a vantagem da série Graphic MSP é que há sempre uma biografia no final do livro. Ele é sócio de um estúdio de ilustração, chamado Macacolândia, Também já ganhou prêmios e participações especiais, apesar de ter começado nos quadrinhos "apenas" em 2007, com uma publicação independente.

Sinopse: O Astronauta, personagem que singra o espaço sideral sozinho em sua nave há anos, visita uma galáxia distante para estudar um magnetar, uma estrela de nêutrons que possui um campo magnético estimado em 1 bilhão de teslas. Mas ele comete um erro que pode custar sua vida. Agora, com a nave danificada e sem comunicação, ele está “náufrago no espaço” e precisa encontrar uma forma de escapar antes de ser derrotado pela insanidade que insiste em tomar sua mente. E a saída pode estar em aliar a tecnologia aos ensinamentos de seu velho avô, há tanto tempo falecido...

Marca Páginas: Não usei.

Período de Leitura: cerca de 30 minutos.

Resenha: Astronauta Magnetar estreou o selo Graphic MSP da Panini e é super elogiado na mídia. Ganhei esse livro, juntamente com sua sequência, de presente de natal do meu noivo e os devorei alguns dias depois. 

Um dos meus personagens preferidos do Maurício sempre foi o astronauta. Já até cheguei a cogitar em ser uma astronauta quando crescesse, tamanha a simpatia com o personagem. Dessa forma, quando comecei a ler o livro, não achei quase nenhuma semelhança com o personagem meio engraçadinho que lia nos quadrinhos da infância. Será que eu havia esquecido, ou faltava semelhança mesmo?

Beyruth soube resgatar a essência simples do personagem no desenrolar da história. O traje caricato e até a nave ganharam uma releitura, mas dá para saber que são os mesmos, como se o astronauta tivesse começado suas aventuras enquanto criança e nesse livro tivesse crescido.

Eu me apaixonei pelos detalhes técnicos, a narrativa do começo sobre a Magnetar em questão simplesmente me fascinou. Também fiquei encantada pelo drama sofrido pelo personagem, "náufrago", no espaço. O drama psicológico de um ser humano tanto tempo sem contato com um semelhante (ou com ser algum, para falar a verdade) foi narrado com maestria. 

O traço de Danilo também são um show à parte, muito bonitos de se ver. Acredito eu que qualquer fã de quadrinhos, seja do Maurício ou não, gostarão desses detalhes.

Escrever uma graphic novel inteira usando praticamente um personagem só é um desafio e tanto. Danilo cumpriu bem sua tarefa, mas em certos momentos senti falta de mais dinâmica na narrativa.

A impressão e qualidade do material da Panini são destaque também para a obra. Assim como o "apêndice" no fim do livro, com a reprodução do primeiro quadrinho do Astronauta, assim como um pouco de sua história. Eu sou suspeita para comentar sobre isso, porém, porque sempre gosto de ler esses bastidores de histórias.

O livro é muito legal e Beyruth fez um excelente trabalho. mas senti falta de mais da essência do Astronauta e achei que faltou dinâmica na narrativa, em alguns momentos.

Boas leituras solitárias,

Dani

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Resenha: Além do Planeta Silencioso


Nome de Publicação: Além do Planeta Silencioso
Autor: C.S. Lewis
ISBN: 9788578272807
N° de Páginas: 240
Edição: 1ª edição - 2010
Editora: WMF Martins Fontes

Sobre o Autor: Lewis inspirou e ainda inspira escritores de todo o mundo. Ele foi professor de Cambridge e seus livros de teologia são ainda utilizados como referência nos mais diversos meios. Além destes, Lewis também escreveu ficção científica e fantasia. Eu não consigo não gostar de um livro dele, já admito. Simplesmente brilhante, o amigo de JRR Tolkien me inspira não apenas após ler seus livros, mas o tempo todo. 

Sinopse: Neste livro, o primeiro da empolgante trilogia de ficção científica de C. S. Lewis, o Dr. Ransom, um professor da Universidade de Cambridge, é sequestrado por dois cientistas do nosso planeta e levado numa espaçonave ao planeta vermelho de Malacandra. Seus sequestradores planejam saquear os tesouros do planeta e oferecer a vida de Ransom em sacrifício às criaturas que lá vivem. Ransom descobre que a Terra é conhecida pelas criaturas de Malacandra como ''planeta silencioso'', cuja trágica história é conhecida por todo o Universo.

Marca Páginas: 

Marca Páginas da fundação Itaú Criança, que ganhei em 2013, enquanto ainda não estava aqui no Brasil. Meu pai guardou meus livrinhos e marca páginas até eu voltar.
















Período de leitura: Dois dias, cerca de uma hora, uma hora e meia em cada dia.

Resenha: Esse livro é o primeiro de uma trilogia conhecida como Trilogia Cósmica. Já li quase tudo que existe publicado no Brasil da autoria de Lewis, mas essa trilogia ainda faltava. Com certeza estava muito animada para a leitura.

O livro foi lançado às vésperas da II Guerra Mundial e, sem dúvidas, há críticas à ideologia nazista durante o enredo. Como sempre, Lewis também incluiu ali uma reflexão sobre moral e salvação.

A narrativa é simplesmente fantástica! Amo os livros de teologia do autor, mas eles, sem dúvida, são densos, complicados de ler. Sempre lia umas três vezes cada trecho, para ter certeza de que entendi o que ele quis dizer. Não é assim quando Lewis escreve ficção; a leitura flui com facilidade, e você está bem imerso na história antes mesmo que se torne consciente disso. 

O personagem principal, Ransom, é um Doutor que está fazendo uma viagem como mochileiro e procura abrigo logo no início da trama. Infelizmente ele acaba dopado e levado em uma viagem interplanetária por dois malucos. Ambiciosos e espertos, talvez, mas definitivamente malucos. 

A descrição da natureza do planeta de destino, Malacandra, é de tirar o fôlego! Assim como a de suas criaturas. Amei a ideia de um planeta com três espécies racionais que convivem pacificamente entre si. A investigação que ele faz para descobrir que planeta seria Malacandra (ele foi informado que é um dos planetas do Sistema Solar) também é muito bacana de se acompanhar. 

Ransom, em meio a diversas dificuldades questiona não apenas a natureza local, mas todo o seu conhecimento sobre a existência enquanto ser racional. Além disso, como um filólogo  - clara homenagem ao amigo de Lewis, Tolkien - ele estuda e aprende a se comunicar na língua local. Confesso que essa foi uma das minhas partes preferidas do livro, porque sou fascinada por comunicação e linguagens.

Se o livro acabasse com a volta de Ransom ao planeta Terra (O Planeta Silencioso que dá ao livro seu título), já seria incrível. Mas, no final do livro, há uma  carta de quem seria o verdadeiro Dr. Ransom para Lewis, o que achei uma jogada brilhante. Dar veracidade a um livro de ficção científica não é tão simples quanto parece, e esse fator foi a chave de ouro que fechou a maravilha que é o livro. 

Lewis, impressão de boa qualidade, ficção científica, trilogia, discussões implícitas sobre aspectos mais profundos...não tinha como eu dar menos que 5 livrinhos para essa obra de arte.

Boas leituras silenciosas,

Dani

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Resenha: A Queda de Artur


Nome de Publicação: A Queda de Artur
Autor: J.R.R Tolkien
ISBN: 9788578277406
N° de Páginas: 312
Edição:
Editora: WMF Martins Fontes

Sobre o Autor: Nem sei se sou capacitada o suficiente para falar de Tolkien, então vou dizer como "o conheci". Depois de assistir a trilogia de Senhor dos Aneis comecei a odiar com todas as minhas forças essa história, do filme bobo e sem história. Daí, que bobinha, os filmes vieram de livros. Quando li me encantei pelo universo da Terra Média e da brilhante criação de Tolkien. Desde então já li vários livros de sua autoria e possuo dez na minha coleção pessoal. Criei meio que uma tradição de sempre levar um livro de Tolkien da Bienal, e esse de hoje foi a aquisição dessa edição.

Sinopse: 'A Queda de Artur', única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do Rei Artur, narra a expedição do personagem a longínquas terras selvagens, a fuga de Guinevere de Camelot, a grande batalha naval na volta de Artur à Grã-Bretanha, a descrição do traidor Mordred, as dúvidas que atormentavam Lancelot em seu castelo francês.

Marca Páginas:


Um dos menores livros de Tolkien com um marca páginas pequenininho. Ele é duplo, e tem dois livros infantis que o estampam.











Período de Leitura: Foram três dias lendo, mas no total de horas deve ter sido de três a quatro horas. Foi minha última leitura das aquisições da Bienal.

Resenha: Esse livro é uma das obras inacabadas de Tolkien que foram editadas pelo seu filho, Christopher. É Tolkien contando sua versão da história do rei Artur, em forma de poesia.

Mas não qualquer poesia porque, Tolkien é Tolkien. Ele usa de aliteração, uma forma de rima mais complexa e que eu sempre gostei de estudar quando estava na escola. A linguagem é bem arcaica, porque os tradutores optaram por manter a obra o mais similar possível à língua original. Aliás, é possível encontrar o poema em ambos inglês e português nesse livro, o que eu achei fantástico.

A poesia é incompleta, o que é uma pena, porque a história é simplesmente linda. Eu gosto muito da história do rei Artur (a de mentira mesmo) e me apaixonei pela forma com a qual Tolkien a retratou.

Muito interessante, também, é ver o autor tratando de um tema que não é a Terra Média, e num estilo de escrita que não é o padrão de suas obras. Gosto das obras de Tolkien e acredito que a criação da Terra Média com seus personagens, línguas, lugares com certeza deu um super trabalho. Mas sempre senti falta de ver Tolkien escrevendo sobre outro universo, e esse livro com certeza supriu minhas expectativas.

Na segunda parte do livro Christopher faz uma longa análise do formato da poesia, de sua possível relação com O Silmarillion e mais outras coisas. Sinceramente, achei essa parte do livro muito chata, quase estragando a beleza da poesia de sir John (o J, de JRR Tolkien =) ).

Talvez fãs mais vorazes de Tolkien irão apreciar melhor essa parte, cheia de detalhes e explicações, mas eu não gostei mesmo. Entendo e acho nobre a atitude de Christopher, mas acho que, dessa vez, ele errou.

A poesia de Tolkien com certeza merece cinco livrinhos. Só não ganhou isso tudo pela segunda parte do livro, que é a mais longa, com a tediosa explicação de Christopher sobre um monte de coisa.


Boas leituras em 2015! Feliz ano novo a todos e obrigada pelo carinho =)

Dani








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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Resenha: Dora


Nome de Publicação: Dora
Autora: Bianca Pinheiro
N° de Páginas: 135 
Edição:
Editora: Independente

Sobre a Autora: Bianca Pinheiro

Sinopse: Uma mãe que tem uma filha um tanto quanto diferente narra a um detetive a história da menina que é acusada de matar quinze pessoas. 

Marca Páginas: Não usei.

Período de Leitura: 40 minutos.

Resenha: Foi o segundo livro de edição independente que comprei na Bienal. fiquei curiosíssima com a capa - o que esses traços mais sinistros iriam revelar?

Esqueça a fofura de Bear, aqui a história é densa e cheia de elementos de suspense. O roteiro foi muitíssimo bem elaborado e os traços combinam com o tom da história. Bianca apresentou um lado totalmente diferente, e foi igualmente boa. Li tendo a sensação de querer sempre acompanhá-la, imaginando o que ela consegue fazer mais...ou o que ela não consegue fazer. 

O livro começa com um detetive interrogando uma mãe, cuja filha é suspeita de 15 assassinatos, sob circunstâncias extremamente suspeitas. O sobrenatural e a narrativa sob a perspectiva da mãe tornam a história tensa. Ora você quer adotar Dora, incompreendida, ora você não quer vê-la nem pintada de ouro, assustadora. 

O desfecho fantástico deixa o leitor pensando ainda durante muito tempo, digerindo tudo que foi lido, visto nos desenhos. Simplesmente espetacular!

O material do livro me deu um pouco de alergia, mas foi a única coisa que atrapalhou, se chegou a de fato atrapalhar, essa narrativa perfeita e os traços maravilhosos.


Boas leituras misteriosas,

Dani









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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Resenha: De Olhos Fechados


Nome de Publicação: De Olhos Fechados
Autora: Lavínia Rocha
ISBN: 978-85-67020-89-1
N° de Páginas: 256
Edição:
Editora: D'Plácido

Sobre a Autora: Para falar da Lavínia eu tenho que falar de mim. Desde que me lembro por gente eu escrevo, sempre fui fascinada pelas palavras escritas. E sempre que soube que existia a possibilidade de algo que eu escrevo ser lido por alguém, alguma pessoa qualquer, em algum lugar longe da minha própria casa, sempre sonhei em ter um livro. Entre altos e baixos, me lembro de que, na escola, sempre quis realizar esse sonho, mas me diziam que eu era muito nova e deveria amadurecer mais a ideia, fazer faculdade, e daí pensar em publicar algo depois. Pois bem, a Lavínia tem só 17 anos!! Ver que ela publicou um livro (ou melhor, dois, e o primeiro foi com apenas 13!!) me faz sentir realizada, mesmo que não tenha sido eu. É uma conquista, a prova para aqueles que me diziam tudo aquilo, de que eles estavam errados. Agora, sobre ela mesmo, ela acabou de se formar no ensino médio do colégio Santo Antônio, aqui de BH, é super simpática e fofa =)

Sinopse: “Ignorar é a solução”, foi o que pensou Cecília quando alguns papéis beges começaram a surgir no seu quarto, na bolsa e nos seus livros. O que seriam aquelas ameaças e informações sem nexo? Quem estaria mandando? Como se não bastasse, a cada vez que os lê, uma imagem passa em sua mente. Talvez isso pudesse ser menos estranho se Cecília não fosse cega desde o dia que nasceu.
Para desorganizar ainda mais sua vida, Tiago – o garoto novo da escola – começa a balançar seu coração e a fazer com que sinta o que ela jamais sentiu. Sua dificuldade agora é acreditar no que sempre tentou passar às pessoas: ser cego não é sinônimo de limitação e tristeza.
Entre os desafios do dia-a-dia e da adolescência, Cecília se vê envolvida em um mistério que pode afetar sua vida e de todos os belo-horizontinos, e ela não vai descansar até descobrir – e entender – um grande segredo do passado da cidade que os livros de História jamais ousaram contar.

Marca Páginas:


Um marca páginas da Paula Pimenta, que peguei na bienal, e é uma das autoras preferidas da Lavínia.











Período de Leitura: Comecei um dia de noite e terminei no outro dia quando acordei. Um total de duas horas e meia de leitura.

Resenha: Eu estava muito animada para ler esse livro, pelos motivos que já citei acima, sobre a Lavínia, e também pela sinopse, que prometia um livro muito interessante.

Não me decepcionei. O livro trata de deficiência e inclusão, amizade e romance...e mistério. Cecília, a personagem principal, tem que aprender a lidar com sua deficiência, apesar de querer sua independência como qualquer outra garota de sua idade. Mas ao longo do livro vemos que ela deve conquistar não apenas isso, mas também a aceitação, a auto-aceitação. A autora soube tratar desse tema com sensibilidade e impressão de veracidade incrível. 

É muito legal ver como o primeiro amor da personagem é como de qualquer outra garota adolescente, apesar de suas peculiaridades. 

Quando você pensa que o livro irá se resumir a isso, o toque de mistério aparece, e uma aventura começa fazendo você não querer parar de ler o livro. 

Achei maravilhoso o fato de a autora trazer para pontos marcantes da cidade de Belo Horizonte não como cenário, mas como elementos importantíssimos para a trama. São nesses locais que o mistério em que se encontram os personagens vai se desvendando, pouco a pouco.

Um pouco de magia também está presente, o que faz a leitura ainda mais gostosa. O livro tem seus clichês, mas não desmerece em nada a obra. 

Mal posso aguardar pelo próximo lançamento de Lavínia, e já quero providenciar o seu primeiro livro para acrescentar à minha lista de leituras!

Esse cinco vai para a autora, para a história, para o tema, para BH, para tudo nesse livro fofo que se tornou um dos meus favoritos e até me deu vontade de escrever um romance.

Boas leituras com pão de queijo,

Dani




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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Resenha: RyotIras #4



Nome de Publicação: RyotIras #4
Autor: Ricardo Tokumoto
N° de Páginas: 100
Ano de Lançamento: 2014
Edição:
Editora: Lançamento Independente

Sobre o Autor: O Ricardo, ou Ryot, é quadrinista há bastante tempo. Acompanho o blog há já não sei quanto, mas só descobri que o nome dele era Ricardo mesmo nessa última bienal. Eu me lembro de ver os livros nas FIQs e Bienais da vida, mas nunca tinha dinheiro para comprar. Enfim, o Ryot é paulista, mas veio para BH em 2006, onde estudou na UFMG. Ele é dois anos mais velho que eu e é formado em cinema de animação. 

Sinopse: O Ryotiras#4 é a compilação das melhores tiras postadas no site ryotiras.com entre o final de 2012 até hoje. Além dessa seleção, pelo menos 30% do livro traz tiras inéditas.

Marca Páginas: Não usei.

Resenha: O humor de Ryot é sarcástico, coisa que eu adoro. E ele sabe fazer excelentes críticas sociais em poucos quadrinhos. 

O livro conta com tirinhas em P/B e tirinhas coloridas e diferentes traços, mas sem sair do peculiar desenho de Ryot. Dá sempre para saber que foi ele quem escreveu e desenhou, mesmo que sejam estilos diferentes. Uma parte bem bacana é a em que ele produziu tirinhas de acordo com temas sugeridos por leitores do site. Também adorei a parte de convidados, onde podemos ver os personagens do site nos traços de outras pessoas. É muito bacana ver o reconhecimento de um trabalho brilhante.

Como 30% do material encontrado no livro é inédito, mesmo leitores antigos irão se surpreender - assim como rever tirinhas antigas, igualmente fantásticas.

Apesar de ser o número 4, o livro não depende dos outros para ser compreendido, já que são tirinhas compiladas do site. Aliás, mesmo com uma sequência lógica na organização, elas podem ser lidas aleatoriamente na própria edição - garantia de diversão diária, se assim preferir.

RyotIras #4 foi financiado pelo Catarse, um site de financiamento coletivo que eu acho muito legal. E eu fico muito feliz de ter comprado um material feito de forma independente. Quem está no meio sabe, é difícil achar editoras para ser publicado. Mas tem gente que não liga para os desafios e se publica assim mesmo, às vezes até por opção, o que eu também acho bem corajoso. 

Livrinho maravilhoso, com tirinhas muito bacanas. A fonte do texto às vezes é pequena, o que justifica-se pelo tamanho da impressão, mas atrapalha para ler de noite.


Relativamente boas leituras para vocês,

Dani







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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Resenha: Apaixonada Por Histórias


Nome de Publicação: Apaixonada Por Histórias - Crônicas
Autora: Paula Pimenta
ISBN: 978-85-8235-217-5
N° de Páginas: 160
Edição: 1ª 
Editora: Gutenberg

Sobre a autora: Já falei dela <aqui>

Sinopse: Paula Pimenta é conhecida e amada por milhares de fãs por seus romances juvenis, mas um dos primeiros gêneros nos quais se aventurou em sua carreira literária foi a crônica, que escrevia e publicava em sites literários. Em 2012, lançou seu primeiro livro nesse estilo, Apaixonada por palavras, pela Editora Gutenberg. Seus leitores gostaram tanto das 55 crônicas publicadas que pediram mais! Paula resolveu atender aos inúmeros pedidos lançando este novo livro, Apaixonada por histórias, que traz mais 55 crônicas. Como o título sugere, a autora desde pequena sempre teve enorme paixão por todos os tipos de narrativas, e, como maravilhosa contadora de histórias, narra várias situações que viveu em sua vida, e que inspiraram muitos de seus personagens e passagens de seus livros e séries.

Marca Páginas:                                

Marca Páginas lindo que peguei no Mercado Central de BH <3 <3 <3
Ele foi produzido pelo Ministério do Turismo do Brasil ^^
Período de Leitura: Levei uns três dias para ler, porque foram dias bem ocupados. No total, porém, acredito que tenha lido em umas duas horas.

Resenha: Paula Pimenta havia ganhado de vez minha simpatia no livro anterior de crônicas. Daí esse livro começa falando de dias nublados. Ela fala de línguas, viagens (no tempo, inclusive) e eu me identifico com ela cada vez mais. 

Aliás, o que é muito engraçado é que somos muito diferentes, várias crônicas demonstram isso. Apesar disso, acho muito legal eu ter me identificado com tantas coisas que ela escreveu - tantas coisas que eu vivi, ou que penso igual ao que ela pensa.

O que é lindo num livro de crônicas é que você lê, relaxa, ri e se lembra de histórias que você mesmo passou. E a Paula sabe fazer isso tudo com inteligência. Algumas crônicas ainda sobre amor, como no primeiro livro, mas, como se tivesse ouvido minha crítica do primeiro, mais espaçadas. E algumas até menos melosas. 

Dá para perceber, nesse livro, o amadurecimento da Paula, enquanto pessoa, na distância de tempo que separa os dois. 

Eu só demorei tanto para ler esse livro pela falta de tempo quando o peguei para ler, mas é daqueles que você quer continuar lendo até o fim, não porque é uma história que precisa ser seguida até acabar, mas porque ele te faz relaxar tanto que você quer continuar curtindo o momento.

Muito bom de ler, relaxante. Recomendaria esse livro a todos e fiquei com vontade de escrever minhas próprias crônicas, ao terminar. Mas ainda falta algo, não sei nem definir o que é.
Boas leituras chuvosas,

Dani






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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Resenha: Bear


Nome de Publicação: Bear - Volume 1
Autora: Bianca Pinheiro
ISBN: 9788582861073
N° de Páginas: 64
Edição:
Editora: Nemo

Sobre a Autora: O caminho para conhecer Bianca foi meio que o contrário do de conhecer a Nia. Eu fiquei sabendo do livro (e do blog) por um post que a Nia fez. Daí comecei a ler o blog todas as terças, pesquisei mais sobre a Bianca e vi que ela é simplesmente fantástica - ela pode basicamente fazer qualquer estilo de quadrinho, e o faz com maestria. Além disso, ela tem uns gatinhos fofos, gosta de orcas, sorvete e canecas. Ah, ela é casada e tem minha idade. Bianca nasceu no Rio de Janeiro, mas mora em Curitiba desde criança. Achei essa entrevista bem legal com ela e acho que vocês deveriam ler: http://ladyscomics.com.br/entrevista-bianca-pinheiro

Sinopse: A pequena Raven tem um problema: de algum modo ela conseguiu se perder de seus pais e de seu lar. Em sua busca, ela se depara com um urso marrom (ou seria alaranjado?) que, apesar de rabugento, aceita ajudá-la nessa empreitada. A jornada desses dois acaba de começar.

Marca Páginas: Não usei.

Período de Leitura: No mesmo dia em que li "Como eu Realmente", na semana da Bienal, demorei uns trinta minutos para ler.

Resenha: Bom, já falei que me apaixonei pelo trabalho da Bianca, mas devo reforçar aqui: Bear é simplesmente genial. 

O livro vem da compilação de webcomics, do Tumblr de mesmo nome. Podemos encontrar o prólogo e o primeiro capítulo nele. Um novo trecho de Bear é lançado toda terça-feira no site. Ler no site cada um desses trechos é como ver alguma sitcom americana - você pode ler um capítulo aleatório e entender, mas acompanhando a história desde o começo você fica morrendo de ansiedade até a próxima terça-feira. 

Os traços são muito bem feitos, e cada personagem é bem expressivo. O urso, Dimas, é um urso selvagem bem sério, que não entende os "filhotes de humanos" muito bem, mas faz de tudo para proteger a pequena Raven; que tem toda a energia e espontaneidade de uma criança. É impossível não se apaixonar pelos dois, cada um com suas peculiaridades, e pela dinâmica entre eles.

Há diversas referências nerds no roteiro, o que torna a história ainda mais divertida. Esses temas são abordados de maneira natural, sem forçar nada, como se fossem naturalmente parte do universo de Bear. 

O caminho até Raven encontrar seus pais é longo (e espero que seja mesmo ainda mais) e em cada cidade que ela e Dimas passam para tentar encontrar sua casa, há uma nova aventura.

A história pode até ser classificada como quadrinho infantil, tenho certeza que elas se divertiriam muito lendo Bear, mas, sem dúvida, o roteiro pode ser admirado por adultos também, de tão brilhante que é a construção da história em todos os seus aspectos. 

Outra coisa que adorei foi o formato grandão do livro, para comportar páginas que seguissem o mesmo estilo da webcomic. Por pouco não cabe na minha estante, mas dá aquela sensação de ter um Almanacão de Férias (da Turma da Mônica...nos anos 90, quando ele era bem mais gordinho do que é hoje) para ler.

No final do livro há uma palavrinha da Bianca e esboços do desenho. Sei que é repetitivo, mas só posso finalizar a resenha dizendo que é um trabalho simplesmente fantástico!

Pela qualidade do material da Nemo, pelos traços, roteiro e genialidade da Bianca, não havia como dar menos de cinco.


Boas leituras enigmáticas,

Dani



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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha: Apaixonada Por Palavras


Nome de Publicação: Apaixonada Por Palavras
Autora: Paula Pimenta
ISBN: 978-85-6538-375-2
N° de Páginas: 160
Ano de Lançamento: 2012
Edição:
Editora: Gutenberg

Sobre a autora: Quem não conhece Paula Pimenta? Sempre achei muito bacana que uma autora tão famosa fosse de BH, era uma inspiração mesmo. A Paula é apaixonada por animais, pela família, pelo namorado, pelo celular..pela vida. Ela retrata um mundo cor-de-rosa (não porque seja tudo perfeito, mas porque ela gosta de enxergar assim).

Sinopse: Em Apaixonada por palavras, lançamento da Editora Gutenberg, em que a protagonista não é Fani ou Priscila. Desta vez, é Paula Pimenta por Paula Pimenta. Narrado em primeira pessoa, o livro reúne 55 crônicas escritas entre 2000 e 2009, que descrevem suas experiências, sentimentos e reflexões. Com a mesma eloquência e fluidez que caracterizam seus romances, Paula Pimenta revela aqui a si própria, com relatos, comentários e ideias de forma clara e envolvente. Como a própria autora descreve: "É rara a ocasião em que não estou com um livro por perto, e mais raro ainda é o momento em que eu não estou com um bloco e uma caneta. Abordando temas como amor, ciúmes, amizade, esportes, cidadania, e muitos outros, a nova obra da escritora vai certamente agradar a todos que já conhecem a força narrativa e expressiva de Paula Pimenta.


Marca páginas: 

Acho que peguei esse marca páginas na bienal mesmo. Fui procurar na internet e é um livro de romance, suspense e mistério. Mas, na verdade, o que me motivou a pegar (além do fato de que eu pego qualquer marca páginas dando sopa na vida) é que ele é azul <3






Período de Leitura: Comecei a ler em um dia de noite, gastei mais ou menos uma hora. Terminei no dia seguinte, com mais aproximadamente duas horas de leitura.

Resenha: Então, sabe aquele orgulho que disse sentir da Paula Pimenta? Ele era aliado a uma resistência de ler seus livros, tão rosados que eram. Seja por uma fase de vida que até gosto de ler livros de menininha, seja pelo desejo de ler livros nacionais de qualidade (o que eu sempre soube que encontraria nos livros da Paula), seja porque voltei para o Brasil amando BH mais que tudo e quero ler tudo o que é produzido aqui ou pelo título maravilhoso do livro - além dessa capa com M&Ms de letrinhas (que deveriam existir na vida real, não apenas sob encomendas), seja por ser um livro de crônicas e eu adorar essa categoria de livros, o fato é que eu acabei me decidindo a ler meu primeiro livro de Paula Pimenta. 

Comecei a ler e as várias histórias sobre paixão e meninos e/ou homens foram me incomodando. No início achei que é porque tenho mesmo preguiça de textos açucarados demais, mas depois fui me lembrando de diversas histórias da adolescência em que minha experiência se misturava com a dela. E acho que um livro começa a ser bom quando te incomoda ou quando você se identifica com ele. 

Daí eu, que nem gosto de cor-de-rosa, comecei a dar risada lembrando dos micos da adolescência, do desespero daqueles amores platônicos que a gente acaba achando que vão ser eternos. Depois, fui me identificando com a Paula tímida (coisa que eu, conhecedora nata de tímidos, nunca tinha notado ou sequer imaginado), com a Paula família, com a Paula intercambista. Eu até discordei de outros pontos de vista, voltei a outros nos quais achava que era só eu que pensava assim, enfim, me deliciei e fiquei com vontade de ler o segundo livro de crônicas que eu havia comprado - o lançamento, Apaixonada Por Histórias. Aliás, adoro o fato de ela não negar ser mulher, de escrever com artigos femininos. A gente se acostuma tanto a ler livros em que até autoras femininas usam artigos masculinos, que quando encontra gente como a Paula (cada vez mais comuns, graças a Deus), ficamos até mais felizes.

O livro da Paula é bem cor-de-rosa mesmo (inclusive na cor das páginas), mas o azul nem seria tão legal se não houvesse o cor-de-rosa pra contrabalancear.

O livro me surpreendeu e me deu vontade de desenterrar umas crônicas da adolescência, mas acredito que se as crônicas do início, sobre relacionamentos, tivessem sido mais espalhadas ao longo do livro, eu não teria tido essa "implicância" logo de começo.


Boas leituras cor-de-rosa!

Dani






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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Resenha: Laços


Nome de Publicação: Turma da Mônica - Laços 
Autores: Vitor Cafaggi e Lu Caffagi
ISBN: 9788565484572
N° de Páginas: 82
Ano de Lançamento: 2013
Edição:
Editora: Panini Livros

Sobre os autores: Eu já conhecia o Vitor, autor de Valente. Bom, ok, eu conhecia Valente. Daí descobri que os dois são daqui de BH e vi a Lu falando lá na Bienal. Ela tem minha idade e o Vitor é dez anos mais velho que a gente. Ah, sim, conheço o Vitor da Casa dos Quadrinhos também, lugar super legal daqui da cidade (ele é professor lá). A Lu ganhou o prêmio Novo Talento (desenhista) e os dois ganharam o prêmio Melhor Roteirista no Prêmio HQ Mix deste ano, pelo trabalho em Laços.

Sinopse: O Floquinho desapareceu. Para encontrar seu cachorro de estimação, Cebolinha conta com os amigos Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano “infalível”.

Em Laços, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi levam os clássicos personagens de Mauricio de Sousa a uma aventura repleta de emoção, lembrança e perigos.

Marca Páginas: Não teve, li muito rapidinho, hehe.

Período de Leitura: Uma hora, talvez? Foi o primeiro livro que li depois da Bienal.

Resenha: Eu já esperava coisa boa, já que era Turma da Mônica. Também já havia lido muitas resenhas dizendo que o livro era muito bom.

Quando criança, pratiquei o traço do Mauricio de Sousa para elaborar minhas próprias histórias em quadrinhos. Sou uma negação no desenho, mas as historinhas até que ficavam bacanas. A sensação que tive quando fiquei sabendo dessa série de HQs com novos autores, foi a de que veria coisas similares a esse meu "trabalho" quando criança. Acredito que todo mundo que gosta da Turma deve ter tentado fazer uma história eventualmente na vida, sobre eles. 

Apesar de tudo isso, me surpreendi. Os irmãos Cafaggi conseguiram me levar de volta aos anos 90, não apenas pelas memórias de leitura da Turma da Mônica, mas também pela narrativa que me levaram de volta à infância. E digo anos 90 porque nasci no finzinho da década de 80, então a infância foi mesmo nos anos 90. Só que minha rua era meio congelada no tempo, então muita coisa que todos dizem ter vivido nos anos 80 eu também vivi quando criança.

É uma experiência diferente, é claro. Ver os traços diferentes dos quais eu estava acostumada foi interessante. Adorei as brincadeiras feitas com características peculiares ao traço do Maurício de Sousa.

Uma das coisas que mais gostei foi como os autores exploraram os traços de personalidade de cada personagem, assim como de onde surgiu a amizade entre eles. Esse último mostra que as amizades de infância são tão sinceras, tão particulares. Podemos brigar muito, mas o companheirismo e a lealdade estão sempre presentes.

No fim do livro há um pouco mais sobre os autores: suas ilustrações e biografias. Gosto de saber sobre os autores porque até me identifico mais com a história, tento ver traços de personalidade deles na história e às vezes consigo. 

Não foi à toa que o livro foi premiado duas vezes no troféu HQ Mix. A história é fascinante, surpreendente, emocionante e inédita, mesmo usando personagens tão consagrados quanto os da turminha. Eles estavam todos lá, do jeito que a gente conhece, por meio de lentes cafaggianas. 

Será que essa sensação de quero mais vai continuar quando eu ler as outros HQs dessa série? 

Resolvi começar logo com um 5. Enredo lindo, Turma da Mônica, ilustrações impecáveis - não tinha como não ser assim. Fiquei com vontade de ter toda a coleção dessas releituras, mesmo sabendo que não são os mesmos autores.
Boas leitulas!

Dani







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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sobre as Resenhas


Para criar um padrão (porque tenho TOC  acho que fica mais organizado assim), criei esse post para explicar a estrutura que você sempre vai encontrar nos posts de resenha:

CAPA
(Primeiro, fotinho do livro, com o Totó, a não ser em circunstâncias especiais)


Dados técnicos - nome de publicação, autor, ISBN, número de páginas, ano de publicação, edição.
Sobre o autor - tendo a stalkear escritores que eu gosto, daí nessa parte só vou falar um pouquinho sobre quem é a pessoa, o que ela já escreveu, etc (se for repetido eu só vou colocar o link para o primeiro post onde falo dele). 
Sinopse - bom, uma sinopse.
Marca Páginas - qual marca páginas que usei, se usei.
Período de Leitura - se foi um livro que li recentemente, provavelmente vou lembrar das datas (e por recente eu quero dizer BEM recente, minha memória é quase nula...ou nula seletiva, já que lembro de umas coisas muito nada a ver e esqueço de outras muito importantes), daí coloco nessa seção. 
Resenha - só depois disso tudo que vem a resenha. Se tiver algum spoiler irresistível avisarei antes com um mega sinal de SPOILER antes de começar a dá-lo.
Livrinhos na Estante - Termino fazendo a avaliação objetiva do livro. Comentários sobre o porquê da nota seguirão na legenda.

É isso, semana que vem começo a publicar as resenhas então.

Até mais,

Dani

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Marca Páginas


Tenho uma certa obsessão com marca páginas. De onde surgiu, não sei, mas toda vez que vejo um eu pego (se for de graça, claro). 

Além da coleção deles, sempre leio um livro diferente com um marca páginas diferente. Aliás, nunca leio um livro com o marca páginas com o próprio livro estampado nele. Manias doidas de Dani, acostumem-se.

Minha coleção ^^
Bom, o motivo de eu estar falando deles aqui é que essa também será uma seção do post de resenha de livro, uma foto do Marca Página que usei. Se eu me lembrar quando consegui e onde falo disso na legenda da foto.

Boas leituras,

Dani

ps: Tanto fotos com o Totó quanto as fotos dos marca páginas normalmente serão tiradas na minha cama. Minha cama quase sempre está por fazer, daí vai ter foto de coisinhas legaizinhas no meu lençol amarrotado mesmo ¯\_(ツ)_/¯