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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Resenha: De Olhos Fechados


Nome de Publicação: De Olhos Fechados
Autora: Lavínia Rocha
ISBN: 978-85-67020-89-1
N° de Páginas: 256
Edição:
Editora: D'Plácido

Sobre a Autora: Para falar da Lavínia eu tenho que falar de mim. Desde que me lembro por gente eu escrevo, sempre fui fascinada pelas palavras escritas. E sempre que soube que existia a possibilidade de algo que eu escrevo ser lido por alguém, alguma pessoa qualquer, em algum lugar longe da minha própria casa, sempre sonhei em ter um livro. Entre altos e baixos, me lembro de que, na escola, sempre quis realizar esse sonho, mas me diziam que eu era muito nova e deveria amadurecer mais a ideia, fazer faculdade, e daí pensar em publicar algo depois. Pois bem, a Lavínia tem só 17 anos!! Ver que ela publicou um livro (ou melhor, dois, e o primeiro foi com apenas 13!!) me faz sentir realizada, mesmo que não tenha sido eu. É uma conquista, a prova para aqueles que me diziam tudo aquilo, de que eles estavam errados. Agora, sobre ela mesmo, ela acabou de se formar no ensino médio do colégio Santo Antônio, aqui de BH, é super simpática e fofa =)

Sinopse: “Ignorar é a solução”, foi o que pensou Cecília quando alguns papéis beges começaram a surgir no seu quarto, na bolsa e nos seus livros. O que seriam aquelas ameaças e informações sem nexo? Quem estaria mandando? Como se não bastasse, a cada vez que os lê, uma imagem passa em sua mente. Talvez isso pudesse ser menos estranho se Cecília não fosse cega desde o dia que nasceu.
Para desorganizar ainda mais sua vida, Tiago – o garoto novo da escola – começa a balançar seu coração e a fazer com que sinta o que ela jamais sentiu. Sua dificuldade agora é acreditar no que sempre tentou passar às pessoas: ser cego não é sinônimo de limitação e tristeza.
Entre os desafios do dia-a-dia e da adolescência, Cecília se vê envolvida em um mistério que pode afetar sua vida e de todos os belo-horizontinos, e ela não vai descansar até descobrir – e entender – um grande segredo do passado da cidade que os livros de História jamais ousaram contar.

Marca Páginas:


Um marca páginas da Paula Pimenta, que peguei na bienal, e é uma das autoras preferidas da Lavínia.











Período de Leitura: Comecei um dia de noite e terminei no outro dia quando acordei. Um total de duas horas e meia de leitura.

Resenha: Eu estava muito animada para ler esse livro, pelos motivos que já citei acima, sobre a Lavínia, e também pela sinopse, que prometia um livro muito interessante.

Não me decepcionei. O livro trata de deficiência e inclusão, amizade e romance...e mistério. Cecília, a personagem principal, tem que aprender a lidar com sua deficiência, apesar de querer sua independência como qualquer outra garota de sua idade. Mas ao longo do livro vemos que ela deve conquistar não apenas isso, mas também a aceitação, a auto-aceitação. A autora soube tratar desse tema com sensibilidade e impressão de veracidade incrível. 

É muito legal ver como o primeiro amor da personagem é como de qualquer outra garota adolescente, apesar de suas peculiaridades. 

Quando você pensa que o livro irá se resumir a isso, o toque de mistério aparece, e uma aventura começa fazendo você não querer parar de ler o livro. 

Achei maravilhoso o fato de a autora trazer para pontos marcantes da cidade de Belo Horizonte não como cenário, mas como elementos importantíssimos para a trama. São nesses locais que o mistério em que se encontram os personagens vai se desvendando, pouco a pouco.

Um pouco de magia também está presente, o que faz a leitura ainda mais gostosa. O livro tem seus clichês, mas não desmerece em nada a obra. 

Mal posso aguardar pelo próximo lançamento de Lavínia, e já quero providenciar o seu primeiro livro para acrescentar à minha lista de leituras!

Esse cinco vai para a autora, para a história, para o tema, para BH, para tudo nesse livro fofo que se tornou um dos meus favoritos e até me deu vontade de escrever um romance.

Boas leituras com pão de queijo,

Dani




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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Resenha: Um amor, Um Café & Nova York


Nome de Publicação: Um Amor, Um Café & Nova York
Autor: Augusto Alvarenga
ISBN: 9788584250370
N° de Páginas: 200
Ano de Lançamento: 2014
Edição:
Editora: DPlacido

Sobre o autor: O Augusto é um menino que tem um sorriso misterioso e que gosta de bandas muito legais. Super simpático, parece ser daquelas pessoas que você acaba de conhecer, mas se torna automaticamente melhor amigo de infância. Ele mora na cidade mais linda do mundo e tem bom gosto para filmes também. Augusto escrevia crônicas e um amigo o inspirou a escrever um conto, que acabou se transformando em livros. Sim, no plural, porque o segundo vem aí.

Sinopse: Camila sempre teve um grande sonho: viver um grande amor, como um desses de cinema. Ela só não imaginava que teria isso e muito mais, logo que conheceu Guilherme. Na véspera do aniversário de 3 anos de namoro do casal, e do aniversário de 19 anos de Camila, Guilherme surge com uma surpresa que mudaria pra sempre o romance e a vida do casal: uma viagem de um mês para Nova York. O que ele não sabia é que esse era mais um dos grandes sonhos de Camila, que vai fazer de tudo para que essa seja a melhor viagem deles. Porém, Nova York possui brilhos demais. Poderia algum deles ofuscar o do casal?

Marca Páginas:      
                          
"Vestígios de Um Crime" - Poliana Nogueira. Provavelmente peguei na bienal também. A autora tem o mesmo sobrenome que o meu, haha.

Período de Leitura: Li em uma manhã, umas três horas de leitura no total.

Resenha: Alguém me indicou a fanpage do livro, enquanto eu ainda estava morando nos EUA. Aliás, tinha acabado de voltar de uma viagem para Nova York. Li a sinopse, super amei, resolvi comprar. Deixei para a bienal, porque eu amo a bienal. 

Primeiramente, deixe eu falar sobre as ilustrações. A capa é fascinantemente linda e os desenhos de início e fim de capítulo são muito fofinhos. Dizem para não julgar um livro pela capa, mas, nesse caso, foi inevitável. Aliás, as ilustrações foram feitas pelo próprio autor, o que dá um toque ainda mais legal ao livro. 

Duas cidades são representadas na capa, BH e NYC, que são as cidades onde se passa o livro. Quase todo mundo quer conhecer Nova York, mas achei muito legal ter minha cidade representada em um livro. Por conhecer os dois lugares, a leitura se tornou mais realística para mim. 

Em cada início de capítulo há um trecho de música, o que foi um detalhe muito bacana, porque músicas sempre meio que traduzem o que pensamos e vivemos, e essa é bem a situação do livro. Dá pra entender, ao longo da leitura, o porquê da escolha daquele trecho, já que eles se encaixam perfeitamente.

Camila é uma menina um pouco imatura para a idade, 19 anos. Meio dramática, talvez? Mas ela é alguém bem diferente de quem eu fui nessa idade. Aliás, os personagens em si são bem diferentes das pessoas que convivo - o que fez com que eu me identificasse menos com a história nesse sentido, mas não a tornou menos realista. Na faculdade conheci muitas meninas como ela.

Apesar disso, torci muito pelo casal, me apaixonei por eles. Camila e Guilherme são aquele casal fofo que todo grupo de amigos tem. A maneira como as coisas acontecem a eles me parece meio surreal, mas eu sei que sonhos surreais podem se tornar realidade, apesar da improbabilidade. 

Como eu morei nos Estados Unidos por um tempo, quando fui visitar Nova York não fui louca às compras (apesar do preço muito mais baixo que no Brasil, a cidade em que eu morava era ainda mais barata, daí achei tudo lá meio caro para meus padrões da época), mas me deu muita saudade dos lugares que conheci, quando li o livro. Acho que é o primeiro livro que eu leio em que um brasileiro (fictício) visita a "Cidade que Nunca Dorme", e achei isso muito legal. Aliás, não um brasileiro qualquer , um casal de mineiros. 

Adorei também a narrativa em BH. A terra do pão de queijo é cenário para acontecimentos do dia-a-dia de um casal de jovens, fazendo coisas que jovens belo-horizontinos fazem mesmo. A cidade pode até passar despercebida em alguns momentos, mas não é meio assim? Quando você vive em uma cidade não se dá assim tanta atenção a ela. Normalmente ninguém fala que foi a um cartão-postal da cidade, a não ser que seja turista. BH se passa por uma cidade normal porque é parte do cotidiano dos personagens. 

Li os capítulos finais bem rapidamente, porque queria muito saber o que aconteceria. O livro tem uma conclusão bacana, com aquela sensação de quero mais. Ainda bem que o autor já está escrevendo o segundo =D

A personagem Camila me deu uma certa preguiça em determinado ponto da leitura, mas acredito no potencial dela. A leitura foi uma delícia e terminei o livro com vontade de ler logo o segundo. 

Boas leituras musicais, 

Dani





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