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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Resenha: Apaixonada Por Histórias


Nome de Publicação: Apaixonada Por Histórias - Crônicas
Autora: Paula Pimenta
ISBN: 978-85-8235-217-5
N° de Páginas: 160
Edição: 1ª 
Editora: Gutenberg

Sobre a autora: Já falei dela <aqui>

Sinopse: Paula Pimenta é conhecida e amada por milhares de fãs por seus romances juvenis, mas um dos primeiros gêneros nos quais se aventurou em sua carreira literária foi a crônica, que escrevia e publicava em sites literários. Em 2012, lançou seu primeiro livro nesse estilo, Apaixonada por palavras, pela Editora Gutenberg. Seus leitores gostaram tanto das 55 crônicas publicadas que pediram mais! Paula resolveu atender aos inúmeros pedidos lançando este novo livro, Apaixonada por histórias, que traz mais 55 crônicas. Como o título sugere, a autora desde pequena sempre teve enorme paixão por todos os tipos de narrativas, e, como maravilhosa contadora de histórias, narra várias situações que viveu em sua vida, e que inspiraram muitos de seus personagens e passagens de seus livros e séries.

Marca Páginas:                                

Marca Páginas lindo que peguei no Mercado Central de BH <3 <3 <3
Ele foi produzido pelo Ministério do Turismo do Brasil ^^
Período de Leitura: Levei uns três dias para ler, porque foram dias bem ocupados. No total, porém, acredito que tenha lido em umas duas horas.

Resenha: Paula Pimenta havia ganhado de vez minha simpatia no livro anterior de crônicas. Daí esse livro começa falando de dias nublados. Ela fala de línguas, viagens (no tempo, inclusive) e eu me identifico com ela cada vez mais. 

Aliás, o que é muito engraçado é que somos muito diferentes, várias crônicas demonstram isso. Apesar disso, acho muito legal eu ter me identificado com tantas coisas que ela escreveu - tantas coisas que eu vivi, ou que penso igual ao que ela pensa.

O que é lindo num livro de crônicas é que você lê, relaxa, ri e se lembra de histórias que você mesmo passou. E a Paula sabe fazer isso tudo com inteligência. Algumas crônicas ainda sobre amor, como no primeiro livro, mas, como se tivesse ouvido minha crítica do primeiro, mais espaçadas. E algumas até menos melosas. 

Dá para perceber, nesse livro, o amadurecimento da Paula, enquanto pessoa, na distância de tempo que separa os dois. 

Eu só demorei tanto para ler esse livro pela falta de tempo quando o peguei para ler, mas é daqueles que você quer continuar lendo até o fim, não porque é uma história que precisa ser seguida até acabar, mas porque ele te faz relaxar tanto que você quer continuar curtindo o momento.

Muito bom de ler, relaxante. Recomendaria esse livro a todos e fiquei com vontade de escrever minhas próprias crônicas, ao terminar. Mas ainda falta algo, não sei nem definir o que é.
Boas leituras chuvosas,

Dani






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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha: Apaixonada Por Palavras


Nome de Publicação: Apaixonada Por Palavras
Autora: Paula Pimenta
ISBN: 978-85-6538-375-2
N° de Páginas: 160
Ano de Lançamento: 2012
Edição:
Editora: Gutenberg

Sobre a autora: Quem não conhece Paula Pimenta? Sempre achei muito bacana que uma autora tão famosa fosse de BH, era uma inspiração mesmo. A Paula é apaixonada por animais, pela família, pelo namorado, pelo celular..pela vida. Ela retrata um mundo cor-de-rosa (não porque seja tudo perfeito, mas porque ela gosta de enxergar assim).

Sinopse: Em Apaixonada por palavras, lançamento da Editora Gutenberg, em que a protagonista não é Fani ou Priscila. Desta vez, é Paula Pimenta por Paula Pimenta. Narrado em primeira pessoa, o livro reúne 55 crônicas escritas entre 2000 e 2009, que descrevem suas experiências, sentimentos e reflexões. Com a mesma eloquência e fluidez que caracterizam seus romances, Paula Pimenta revela aqui a si própria, com relatos, comentários e ideias de forma clara e envolvente. Como a própria autora descreve: "É rara a ocasião em que não estou com um livro por perto, e mais raro ainda é o momento em que eu não estou com um bloco e uma caneta. Abordando temas como amor, ciúmes, amizade, esportes, cidadania, e muitos outros, a nova obra da escritora vai certamente agradar a todos que já conhecem a força narrativa e expressiva de Paula Pimenta.


Marca páginas: 

Acho que peguei esse marca páginas na bienal mesmo. Fui procurar na internet e é um livro de romance, suspense e mistério. Mas, na verdade, o que me motivou a pegar (além do fato de que eu pego qualquer marca páginas dando sopa na vida) é que ele é azul <3






Período de Leitura: Comecei a ler em um dia de noite, gastei mais ou menos uma hora. Terminei no dia seguinte, com mais aproximadamente duas horas de leitura.

Resenha: Então, sabe aquele orgulho que disse sentir da Paula Pimenta? Ele era aliado a uma resistência de ler seus livros, tão rosados que eram. Seja por uma fase de vida que até gosto de ler livros de menininha, seja pelo desejo de ler livros nacionais de qualidade (o que eu sempre soube que encontraria nos livros da Paula), seja porque voltei para o Brasil amando BH mais que tudo e quero ler tudo o que é produzido aqui ou pelo título maravilhoso do livro - além dessa capa com M&Ms de letrinhas (que deveriam existir na vida real, não apenas sob encomendas), seja por ser um livro de crônicas e eu adorar essa categoria de livros, o fato é que eu acabei me decidindo a ler meu primeiro livro de Paula Pimenta. 

Comecei a ler e as várias histórias sobre paixão e meninos e/ou homens foram me incomodando. No início achei que é porque tenho mesmo preguiça de textos açucarados demais, mas depois fui me lembrando de diversas histórias da adolescência em que minha experiência se misturava com a dela. E acho que um livro começa a ser bom quando te incomoda ou quando você se identifica com ele. 

Daí eu, que nem gosto de cor-de-rosa, comecei a dar risada lembrando dos micos da adolescência, do desespero daqueles amores platônicos que a gente acaba achando que vão ser eternos. Depois, fui me identificando com a Paula tímida (coisa que eu, conhecedora nata de tímidos, nunca tinha notado ou sequer imaginado), com a Paula família, com a Paula intercambista. Eu até discordei de outros pontos de vista, voltei a outros nos quais achava que era só eu que pensava assim, enfim, me deliciei e fiquei com vontade de ler o segundo livro de crônicas que eu havia comprado - o lançamento, Apaixonada Por Histórias. Aliás, adoro o fato de ela não negar ser mulher, de escrever com artigos femininos. A gente se acostuma tanto a ler livros em que até autoras femininas usam artigos masculinos, que quando encontra gente como a Paula (cada vez mais comuns, graças a Deus), ficamos até mais felizes.

O livro da Paula é bem cor-de-rosa mesmo (inclusive na cor das páginas), mas o azul nem seria tão legal se não houvesse o cor-de-rosa pra contrabalancear.

O livro me surpreendeu e me deu vontade de desenterrar umas crônicas da adolescência, mas acredito que se as crônicas do início, sobre relacionamentos, tivessem sido mais espalhadas ao longo do livro, eu não teria tido essa "implicância" logo de começo.


Boas leituras cor-de-rosa!

Dani






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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Bienal do Livro de Minas 2014

Gosto da Bienal. Acho que fui em quase todas desde que me entendo por gente. O que meu pai reclamava, o excesso de livros infantis, era minha maior felicidade. Inclusive quando já era grandinha e usava meu irmão mais novo como desculpa para ler livrinhos novos. 

Claro que, com o tempo, fui sentindo falta de promoções para uma literatura, vamos dizer, mais madura. E, à medida que ia, ficava frustrada por não poder comprar tantos livros assim. Ainda mais porque via as gigantes de Rio e São Paulo e pensava no porquê das editoras monopolizarem os estandes em apenas esses dois centros, como a maioria dos produtos culturais do Brasil.

Seja pelo dinheiro a mais no bolso (economizado durante um tempinho especialmente para a ocasião) ou por realmente achar mais promoções, nesse ano a Bienal foi a melhor que me lembro em muito tempo. Logo no primeiro dia, a programação de convidados estava incrível. Por ironia do destino, estava viajando com meu irmão...em São Paulo.

Como trabalho durante a semana, fui ao evento apenas em seu último dia. Cheguei cedo com meu noivo, então pudemos aproveitar muito antes de ficar aquela loucura de milhares de pessoas lotando o lugar.

De escritores/quadrinistas, fui com o objetivo de conhecer três: Bianca Pinheiro, autora de Bear; Fernanda Nia, autora de Como Eu Realmente; e Augusto Alvarenga, autor de Um amor, Um Café e Nova York

Assim que chegamos o Gi (meu noivo, Giovanni) estava tentando tirar uma foto dos ingressos para postar no Instagram amarrando os ingressos, daí tomei das mãos dele, meio sem querer, pela pressa de entrar.
A foto "do Instagram" acabou saindo assim, pelo delay da câmera e minha pressa.
Começamos nosso passeio pelo estande da Leitura. Comprei o livro do Augusto, olhamos os outros livros, e de lá saímos. Daí passamos em frente ao estande da Liga dos Autores Mineiros, que eu tentei memorizar para voltar mais tarde, na sessão de autógrafos do Guto. Vi livrinhos de criança muito baratos, como sempre, e, mesmo com olhos brilhando, não quis comprar nenhum. 

Não me lembro bem da hora, mas sentamos para almoçar...ou melhor, para o Gi almoçar, eu não estava com fome ainda. E tinha acabado de comer um churros (primeiro desde que voltei ao Brasil, depois de um ano e meio morando fora), pedi só um suco de goiaba. 

Procuramos pelo estande da Autêntica, porque eu queria comprar os livros das meninas. Lá comprei os dois, além de Apaixonada por Palavras e Apaixonada por Histórias, da Paula Pimenta.

Na Comix, era impossível selecionar o que era mais legal. Além dos quadrinhos fantásticos, lá podíamos encontrar muitos livros bacanas. Segui a tradição que criei na última bienal e comprei um livro do Tolkien, A Queda de Artur. 

Praticamente ao lado do estande da Comix ficava a Bienal em Quadrinhos, local onde aconteceria um bate-papo sobre personagens femininas em quadrinhos, e do qual Bianca e Nia participariam. O Gi estava perdido na Comix, dai fui ver o balcão de quadrinhos independentes, onde comprei Ryotiras 4, do Ricardo Tokumoto (descobri que o nome do Ryot era Ricardo, lá mesmo). 

Eu e minha mão super estranha
As meninas estavam lá, daí aproveitei para pegar um autógrafo dos livros. Peguei um com o Ricardo também. Eu até queria falar muitas coisas com elas e ele, mas sou eu, e não seria eu se perdesse as palavras ao encontrar alguém que admiro.




Gi chegou e nos sentamos para assistir ao bate-papo, que foi muito legal. Ele foi mediado pela Lu Cafaggi, nome que eu já tinha ouvido falar, mas não me lembrava de onde. Daí lembrei que era do quadrinho Laços, da Turma da Mônica, que ela ilustrou em parceria com seu irmão, Vitor, autor de Valente, que eu já conhecia. O bate-papo foi legal até pra eu mesma rever uns conceitos que tinha sobre o assunto. Depois do bate-papo comprei a publicação independente de Bianca, Dora. O Gi pegou o autógrafo depois pra mim, parte pela minha vergonha em incomodar a Bianca mais de uma vez, parte porque ele queria conversar com ela mesmo.

Em algum momento eu falei:"Olha o Sansão", e o Gi se dispôs a comprar pra mim. Mas o coelhinho azul era brinde para quem assinasse as revistas da Turma. Eu até quase pensei no assunto. Eu me lembro que um dos melhores presentes de Natal que já ganhei foi uma assinatura delas, que meu pai me deu uma vez. A Bienal me traz lembranças muito boas, sempre. O Gi acabou se encantando pela assinatura de quadrinhos da Marvel e da DC, e ficou de voltar depois. Quando voltou, acabou assinando mesmo, a da DC.


Lá na Panini, comprei o livro Laços, depois achei Lu e Victor para assinarem, e foi um dos autógrafos mais fofos.


Rodamos a feira em busca da Liga dos Autores Mineiros. Eu, como previsto, tinha me esquecido do local. O Gi não tinha prestado atenção. Daí depois de muitas voltas, achamos. Ainda não eram 15h, horário previsto para o início da sessão do Augusto, e eu tinha nove livros comprados até então. Meu TOC me obrigava a completar dez. 

Como não se contagiar
com esse sorriso?
Em frente ao estande uma simpática jovem senhora me entregou dois marca páginas (já me conquistou só por aí) e me contou a sinopse dos dois livros que estavam ilustrados nele. Lá dentro, uma simpática moça autografava livros. Gostei do título de um, De Olhos Fechados, e da sinopse que a senhora falou, e comprei, completando minha lista de dez compras. Peguei o autógrafo com a simpática mocinha e ela pediu foto (assim como Nia já havia feito. Achei o máximo os autores pedirem fotos comigo, só uma pseudo-escritora leitora qualquer). Quem tirou a foto foi um também simpático jovem senhor. Enquanto esperava Augusto chegar vi que a mocinha, Lavínia Rocha, tinha apenas 17 anos, e me surpreendi pelos dois livros já publicados, o primeiro com apenas 13. Quem entregava os marca páginas era sua mãe e quem tirava as fotos era seu pai. Uma família de gente simpática.

Augusto chegou, simpatia em pessoa, e eu também não disse nada do que tinha pra dizer. Autografou (ele escreveu "Tani", no livro, daí eu corrigi em casa mesmo, para Dani) e me pediu foto também. Eu ainda quero entender qual é a do sorriso enigmático dele, sem mostrar os dentes. 

Sorriso-mistério do Augusto

Já tinha comprado tudo o que queria e visto tudo também, mas uma amiga minha estava indo para a Bienal com o namorado, daí resolvemos esperar. Nós nos sentamos perto da Biblioteca Infantil Rubem Alves, digno homenageado dessa edição da feira. Várias crianças passaram por nós, e eu aproveitei, não só para descansar os pés, mas também para observá-las. 

Uma garotinha resolveu se assentar num corredor para ler um livro. Ela tinha menos de três anos e havia pessoas transitando loucamente em ambos os sentidos. 

Um menininho quis ajudar o pai a carregar a sacola com o que, provavelmente, eram livros infantis em abundância. Ele não tinha cinco anos e caiu em cima da sacola ao tentar levantá-la.

Várias criancinhas ouviam uma contadora de histórias. Descanso para os pés e para a alma, aquele período foi.

Quando minha amiga chegou fomos rodar a feira de novo. Ela quis ir à Leitura e nós a acompanhamos. O estande tinha sido visitado por um furacão, livros em todos os lugares possíveis e impossíveis. Eu me arrepiei - literalmente - com a bagunça. Comentei isso com o pessoal e a funcionária da loja suspirou que eles estavam tentando organizar o dia todo, todos os dias, mas a galera não respeitava muito. Como numa Bienal dos livros as pessoas conseguiam ter tão pouco cuidado com os livros?

Mas nada me surpreendeu mais do que quando, mais cedo, uma dupla de amigas passou por nós e disse: "Ainda bem que não gosto de ler!". Essa frase em si é uma coisa que não consigo processar normalmente muito bem. Mas a pessoa estava na Bienal do LIVRO, fiquei pensando quais as razões que a levaram até ali.

Minha amiga comprou alguns outros livros, conversou com Bianca e Nia (ela também é quadrinista e foi pegar dicas) e de lá fomos todos embora.

Hoje, três semanas depois que o evento acabou, relato aqui minha experiência. É que acabei de ler os dez livros e quero começar a publicar as resenhas.




Dani